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Relatório da Reitoria da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro 2001

16/12/2008

Relatório da Reitoria da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro 2001
Autor: Padre Jesus Hortal

 

 

 

 

Rio de Janeiro, 14 de dezembro de 2001.

 

 

 

De:     Pe. Reitor

Para:  Membros da Assembléia Universitária

 

 

 

 

Uma vez mais, tenho a satisfação de colocar em suas mãos este sucinto relatório de nossas atividades do ano que estamos para encerrar. Como em toda organização humana, também na PUC há altos e baixos. Nem nos podemos deixar arrastar a um otimismo exagerado por causa dos uns; nem temos que cair no pessimismo derrotista em virtude dos outros. Todos os acontecimentos nos devem “fazer refletir, para tirar algum proveito”, como deixou-nos escrito Santo Inácio de Loyola no seu livro dos Exercícios Espirituais. A reflexão, por sua vez, deve conduzir-nos a um esforço ainda maior para atingir novas metas e novos ideais. Sempre aspiraremos a mais. Não podemos e não queremos ficar parados. Que Deus nos ajude a continuar a nossa caminhada!

 

Para todos os senhores, o meu agradecimento sincero pela colaboração nessa tarefa tão empolgante que é a vida universitária. E os desejos de um Natal e um Ano Novo em que consigamos dar um passo à frente na construção da paz, aquela paz autêntica que os anjos anunciaram em Belém.

 

 

 

 

 

                                                                       Pe. Jesus Hortal Sánchez, S. J.

                                                                                  Reitor da PUC-Rio

 


RELATÓRIO DA REITORIA 2001

 

 

Srs. Professores,

Srs. Membros do Conselho de Desenvolvimento,

 

Desejo começar o meu relatório anual com o registro de um acontecimento importante para a vida da PUC-Rio. Após trinta anos de ministério pastoral no Rio de Janeiro, o nosso Grão-Chanceler, o Cardeal D. Eugênio de Araújo Sales, teve a sua renúncia aceita pelo Papa. O sucessor, o Arcebispo D. Eusébio Oscar Scheid, da Congregação do Sagrado Coração de Jesus, ao tomar posse como Arcebispo, tornou-se automaticamente nosso novo Grão-Chanceler. Desejo expressar publicamente o meu agradecimento a D. Eugênio, que por três vezes consecutivas depositou em mim sua confiança, nomeando-me Reitor, por tudo quanto fez nesses trinta anos, no intuito de estimular a PUC a cumprir a sua missão. A D. Eusébio, de quem esperamos apoio e orientação segura, auguramos um longo e profícuo ministério. No início do novo ano escolar, teremos a oportunidade de um encontro de nossa comunidade universitária com ele.

 

As Pessoas e a Organização

 

O ano que estamos para terminar tem sido tão fecundo em realizações que resulta difícil escolher as mais destacadas, a fim de apresentar um panorama relativamente completo do momento atual da PUC. Sem dúvida, o que aparece mais visivelmente são as construções e as melhoras materiais de nosso campus. Mas o mais importante são e sempre serão as pessoas, professores e funcionários que se dedicam em corpo e alma à enorme tarefa de levar adiante uma Universidade como a nossa, devedora à sociedade de um serviço educacional de excelência, com base no humanismo cristão e com ênfase na formação da pessoa. É por isso que, ao longo dos anos,  também dedicamos a nossa maior atenção aos nossos colaboradores; inclusive muitas das obras empreendidas tiveram a finalidade de proporcionar-lhes melhores condições de trabalho.

Foi tendo em mente essa finalidade que nos esforçamos para conseguir uma aposentadoria que fosse digna. Se o nosso plano de previdência complementar, em razão das circunstâncias pelas que tivemos que atravessar, foi inicialmente muito austero, já neste ano que termina conseguimos melhorá-lo substancialmente, passando de uma cobertura, junto com a aposentadoria do INSS, de 60% do ordenado, para uma outra de 70%, em caráter geral. Ainda mais, para aqueles que entram agora na Universidade, a cobertura já é de 100%, meta que desejaríamos e esperamos algum dia atingir para todos. Por outro lado, com a finalidade de renovar o nosso quadro docente e administrativo, para aqueles que, em razão da idade, não puderam aderir ao nosso plano, estamos oferecendo, uma única vez, condições de aposentadoria equivalentes às dos que aderiram.

Também na linha do reconhecimento dos nossos quadros, estabelecemos, neste ano, o Prêmio PUC 60º ano. Como é lógico, não conseguimos dá-lo a todos aqueles que acumularam méritos científicos e acadêmicos ao longo desses sessenta anos. Para evitar que motivações inconscientes se misturassem na escolha dos premiados, confiamos essa tarefa a uma comissão externa, que desempenhou um trabalho meritório e imparcial.

Ainda dentro da nossa política de recursos humanos, desejo lembrar a avaliação já em curso do desempenho dos nossos funcionários técnico-administrativos, que servirá não apenas para traçar um retrato do que se realiza na PUC, mas também para incentivar a um trabalho mais comprometido com a Universidade.

No plano organizacional, devemos celebrar a aprovação pelo Conselho Nacional de Educação e posterior homologação pelo Ministro da Educação do nosso Estatuto já adaptado às exigências da LDB. Junto com o Marco Referencial e o Regimento forma parte integrante das normas próprias pelas quais nos regemos. Na edição que os senhores irão receber, foi incluída ainda a Constituição Apostólica Ex Corde Ecclesiae, lei da Igreja para todas as Universidades que queiram ostentar o nome de católicas. Toda instituição precisa ser fiel à sua identidade. Daí a necessidade de conhecê-la. Espero que essa edição dos nossos textos normativos fundamentais possa ajudar a uma maior compreensão do nosso modo de ser. A imagem externa que projetamos careceria de sentido se nós mesmos não estivéssemos imbuídos dessa identidade mais profunda. “Vestir a camisa da PUC” significa não apenas trabalhar voluntariamente nela, mas também e acima de tudo identificar-se com os ideais e as metas da nossa Universidade. Somos – e nunca nos cansaremos de repeti-lo – uma Universidade Pontifícia, Católica, Comunitária, Filantrópica, com forte ênfase na pesquisa e comprometida com a procura constante da excelência acadêmica.

Continuamos os esforços para que essa identidade se manifeste também nos sinais externos. O brasão colocado na empena do prédio da Química é um belo exemplo do desejo de proclamar a nossa identidade perante a sociedade em geral. Também nesse sentido, fizemos um registro da marca “PUC” (que pode ser compartilhada por todas as nossas seis co-irmãs, as outras Universidades Pontifícias do Brasil), a fim de evitar uma utilização comercial indevida, coisa que já tínhamos começado a detectar.

As atividades pastorais formam parte integrante da nossa identidade mais profunda. Mas “pastoral” não pode ser entendida apenas como atividades de caráter estritamente religioso e devocional. Estas, como a preparação para os sacramentos, as semanas bíblicas e de espiritualidade inaciana, a organização de retiros ou diversas iniciativas formativas, existem e deverão continuar a existir, com o apoio explícito da Reitoria. Mas, ao lado delas, não podemos deixar de enumerar as obras de caráter social, incluindo aí o nosso FESP (Fundo Emergencial de Solidariedade da PUC), em favor dos estudantes mais carentes, os cursos de alfabetização, próprios ou em colaboração com a pastoral operária da Arquidiocese. São tantas as iniciativas nesse sentido que se torna impossível enumerá-las todas. Todas elas justificam o caráter filantrópico da nossa instituição.

Ainda no plano organizacional, não podemos deixar de mencionar a criação, ou melhor o novo enquadramento de duas unidades complementares: o Instituto Gênesis de Empreendedorismo e o Centro Loyola de Fé e Cultura. Cada um no seu âmbito prestam importantes serviços a toda a Universidade e à comunidade externa.

 

 

A excelência acadêmica

 

No ano que está terminando, a nossa excelência acadêmica se viu confirmada pelas avaliações de todos os tipos. No exame nacional de cursos (“Provão”), se atribuímos um valor numérico de 2 a 10 aos diversos conceitos recebidos pelos nossos cursos, encontramo-nos com uma média de 9,08, substancialmente mais elevada do que a recebida em anos anteriores. Dos treze cursos qualificados, nove receberam a nota máxima. Mas por isso mesmo, ficamos ainda insatisfeitos com aqueles cursos que, não obstante os esforços realizados, não conseguiram atingir esse nível de excelência e esperamos que, em anos posteriores possamos celebrar o conceito máximo em todos os cursos.

A mesma coisa se pode dizer da pós-graduação. Na avaliação da CAPES, ficamos com uma média de 5,13, o que nos coloca em primeiro lugar entre todas as Universidades do país com múltiplos programas de pós-graduação. O nosso esforço não pode e não deve parar na contemplação satisfeita do que já foi realizado. Também aqui a meta é atingir o nível máximo de excelência.

A qualidade dos nossos cursos é reconhecida também por outras instâncias. Por exemplo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) conferiu-nos o “selo de qualidade OAB” e o Conselho Nacional de Administração deu-nos diploma de excelência, conferido unicamente às instituições que conseguiram nota A em todos os exames nacionais do Curso de Administração, até agora realizados. Continuamos também a aparecer muito bem cotados em classificações de algumas publicações, como o Guia do Estudante. Repito, porém, que não atingimos ainda a meta que desejaríamos, com nível de excelência incontestável em todos os cursos. Temos que continuar a trabalhar para progredir ainda mais, não porque sejamos melhores ou piores do que os outros, mas porque somos devedores, à Igreja e à sociedade, de um serviço onde o limite a ser atingido é a qualificação máxima.

O nosso serviço educacional, que, pela sua própria natureza, tem caráter público, embora não estatal, careceria de sentido se não olhasse para os seus destinatários principais, os nossos alunos. A tarefa que nos foi confiada pela sociedade e pela Igreja é a de educar e, ao mesmo tempo, empenhar-nos na procura de novos horizontes do saber e na construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna, para a qual tentamos contribuir através dos serviços mais variados. A esse respeito, desejo aproveitar a oportunidade para manifestar o meu mais veemente repúdio a declarações aparecidas em jornais e revistas, feitas por alguém que se declara “empresário” do ensino e que disse não se preocupar com educação, com cidadania ou com pesquisa. Nós nos preocupamos, sim, e continuaremos a nos preocupar. Nunca poderemos conceber o ensino como uma mercadoria.

Incentivados pela procura crescente dos nossos cursos, estamos ampliando o nosso raio de atuação, com um certo caráter inovador. No ano de 2002, iniciaremos três novos cursos interdepartamentais: arquitetura, engenharia de meio ambiente e sequencial em empreendedorismo. Nenhum deles “pertencerá” a um único departamento, mas será fruto da cooperação de vários deles. Também na pós-graduação continuamos a esforçar-nos para completar os nossos programas. Já começamos o doutorado em relações internacionais, e conseguimos aprovação para o doutorado em Serviço Social. Estamos prestes a implantar o de Artes e Design. O Departamento de Comunicação Social já está preparando o seu mestrado. Desse modo, o Centro de Ciências Sociais, que, não há muitos anos, possuía um perfil diferente do que o CTC e o CTCH, está conseguindo superar as barreiras e tornar-se simétrico com eles. Fica ainda pela frente, no campo acadêmico, a tarefa de uma maior integração no nosso perfil do Centro de Ciências Bio-Médicas. Essa meta não saiu dos nossos horizontes e esperamos poder atingi-la num prazo razoável.

As atividades de pesquisa são fundamentais dentro do perfil de Universidade que possuímos. Elas continuam a se expandir em ritmo acelerado. Apesar da falta do apoio institucional oficial de que desfrutamos durante vinte e cinco anos, as novas perspectivas abertas pela implantação dos “fundos setoriais” fazem prever um desenvolvimento ulterior dos nossos programas. Fico impressionado com o volume de trabalho e o sucesso dos nossos docentes para conseguir contratos com base nesses fundos. Baste citar que, no primeiro edital do CTPetro, a PUC conseguiu a aprovação de convênios equivalentes a 20% do total licitado.

A fim de incentivar ainda mais a pesquisa de todos os tipos, realizamos uma antiga aspiração de muitos dos nossos professores: o estabelecimento de uma editora própria. Ela atua em estreita colaboração com as Edições Loyola de São Paulo. Através dela já editamos oito títulos, tanto de textos clássicos quanto de pesquisas originais. A acolhida que lhes foi dispensada nos encoraja a continuar na mesma linha.

Os nossos cursos de extensão, especialmente os de pós-graduação lato sensu estão adquirindo um volume muito significativo. Quase todos os Departamentos estão oferecendo-os. A sua multiplicação é boa, mas nunca deveria ser feita com sacrifício da qualidade. Eles são parte integrante da tarefa e da imagem da PUC e por isso devemos consagrar-lhes a mesma atenção que damos às outras atividades docentes.

Continua em aumento o nosso intercâmbio internacional, com crescente presença de alunos estrangeiros nas nossas aulas. Inclusive assinamos vários convênios de dupla diplomação, que se constituem num incentivo adicional para os nossos alunos.

 

 

Um problema recorrente: o espaço físico e a renovação das nossas instalações

 

Para a realização de nossas metas, precisamos, sem dúvida, de instalações adequadas. O esforço realizado este ano, nesse sentido, foi enorme. Gastamos mais de seis milhões e meio em investimentos de capital. Entre eles se destacam, em primeiro lugar as edificações. Além das adaptações, como as realizadas no antigo arquivo morto, visando uma melhor utilização do espaço físico ou as melhoras na DAR, construímos espaços novos, como as originais tendas do departamento de artes e a nova sede do IAG, a nossa Escola de Negócios. Iniciamos finalmente a construção da nossa igreja, com recursos provenientes exclusivamente de doações espontâneas da comunidade católica. Essa construção, que esperamos esteja concluída em pouco mais de um ano, abrigará também a nossa divisão de pastoral, tão ativa no atendimento à nossa comunidade. Mas cada vez fica mais evidente que o nosso campus se está tornando pequeno para as demandas que recebemos. É por isso que alugamos dois andares do edifício da Federação das Bandeirantes do Brasil, na Avenida Marechal Câmara. A partir de janeiro, começaremos a oferecer lá cursos de pós-graduação lato sensu e outros de extensão. Também foi uma boa notícia a assinatura pelo Prefeito César Maia, no dia 27 de novembro, e a publicação no dia seguinte, no D. O. do Município, do decreto de desapropriação do terreno do antigo laboratório Moura Brasil, situado nas proximidades da Universidade, na Rua Marquês de São Vicente, com a finalidade explícita de instalar lá o nosso parque de inovação tecnológica e cultural da Gávea. As perspectivas de conseguirmos parceiros para esse empreendimento são boas e espero que no ano que vem já possamos iniciar a construção do edifício sede do parque. Agradeço a compreensão encontrada no atual e no anterior Prefeito Municipal, que viabilizaram a concretização de nossas aspirações. Cada vez mais, nos firmamos como incentivadores da inovação e do espírito empreendedor. Os prêmios que continuamos a receber falam eloquentemente da nossa excelência. O fato de já haver investidores interessados no crédito às nossas empresas incubadas indica a confiança que despertamos em amplos setores empresariais.

Ao lado dessas necessidades de novos espaços, acumulam-se aquelas relativas à modernização de nossas instalações. De modo especial, isso se torna manifesto em relação às facilidades computacionais, às instalações elétricas e aos serviços telefônicos. Somente em equipamentos de informática, durante o ano de 2001 investimos mais de um milhão e duzentos mil reais. Mas quanto mais progredimos, tanto maiores se tornam as demandas. Com o uso cada vez mais maciço e frequente dos equipamentos de informática, a nossa rede está a exigir novos investimentos, verdadeiramente necessários, se quisermos ficar atualizados. No novo ano, continuaremos o esforço para manter-nos em dia num campo tão vital no nosso tempo, não só com a renovação dos nossos equipamentos e redes, mas também com a aquisição dos programas (softwares) exigidos pelas nossas necessidades.

Também a nossa rede elétrica se ressente do crescimento das nossas atividades. Computadores e aparelhos de ar condicionado, cada dia mais numerosos no campus, acabam provocando maior necessidade de consumo de energia elétrica e consequentemente de mais e melhores subestações e redes de distribuição. É esse um trabalho que começamos há anos e que prosseguimos no atual, mas que também nunca estará plenamente terminado. A instalação de geradores no campus, a começar pelos dois de maior porte, importados da Irlanda do Norte, além de serem parte de um projeto de pesquisa, contribui para o esforço de economia nos nossos gastos com energia, que já alcançaram a casa dos cento e oitenta mil reais mensais.

Um outro problema que esperamos seja resolvido muito em breve e ao qual dedicamos também nossa atenção é o dos telefones. Com a instalação da nova mesa telefônica, aumentará muito a capacidade de comunicação interna e externa. Sem dúvida, haverá ainda necessidade de ajustes, mas a melhora será substancial.

Também neste verão esperamos adiantar na reforma dos elevadores e na implantação de outros novos, acabando com os problemas que enfrentamos.

Algo semelhante se pode dizer do estacionamento, que foi completamente asfaltado no início do ano e que está em fase final de implantação do controle eletrônico. Permitam-me a esse respeito uma palavra sobre o nosso convênio com o Banco Santander. Trata-se de um acordo de cooperação múltipla, das bolsas de estudo até a criação de um cartão “inteligente”, para usos múltiplos, inclusive, se o portador o desejar, também de caráter bancário. Deve ficar bem claro que tais serviços não são obrigatórios para ninguém. Não havia e não há no convênio qualquer cláusula que possa interferir na orientação das nossas tarefas docentes. É lógico que uma firma comercial peça, como compensação pelos seus patrocínios uma discreta publicidade. Mas é algo completamente descabido deduzir daí intenções secretas e finalidades espúrias.

 

 

As nossas finanças

 

Diante de tudo o que temos realizado, especialmente no último ano, pode dar a impressão de que os nossos problemas financeiros passaram definitivamente. Tal afirmação seria um erro perigoso. A nossa melhora tem mais de circunstancial do que de estrutural. Por isso, devemos continuar sempre vigilantes. A ameaça que paira sobre todas as instituições filantrópicas continua a constituir, junto com as incertezas do sistema econômico do nosso pais, um motivo de preocupação. É por isso que não gastamos, mas colocamos num fundo patrimonial o dinheiro dos depósitos retido durante um certo período em diversas instâncias e agora resgatado por ordem judicial, com o árduo esforço de nossa assessoria jurídica. É difícil saber os desdobramentos que terá a nossa luta para conseguir o reconhecimento pleno da imunidade fiscal, inclusive no campo previdenciário. O ideal seria que tal fundo chegasse a constituir uma “dotação” da Universidade, capaz de colocá-la ao abrigo das conjunturas econômicas e políticas. Por enquanto, tal meta se apresenta como um sonho impossível, mas tivemos a coragem de começar, quem sabe se algum dia conseguiremos avançar em direção a essa meta.

Por outro lado, as melhoras relatadas acima não foram feitas sem fortes dispêndios. A nossa capacidade de investimento se pode ver gravemente comprometida, se, em lugar de manter a política de austeridade – tanto em relação a novas contratações, quanto em relação a gastos que poderíamos considerar suntuários – nos dedicarmos a reivindicar algo não verdadeiramente necessário, mesmo que nos possa proporcionar um maior conforto. Ser um bom motorista não consiste apenas em saber acelerar, sem perder a direção, mas também em conhecer o momento exato em que é necessário pisar no freio. Creio que estamos nesse momento. Faço um apelo a todos os Departamentos, para que não se perca o que foi conseguido, não sem sofrimento de muitas pessoas, com o ajuste do nosso quadro, realizado a partir de 1999. Cargas horárias não são prêmios por trabalhos realizados, mas resposta a necessidades institucionais da Universidade.

 

Palavras finais

Todos os anos, ao concluir este Relatório, apresento os meus agradecimentos. Em primeiro lugar à equipe da Administração Central em quem sempre encontrei apoio e incentivo. Sem os Vice-Reitores e Decanos, mas também sem a Assessoria Jurídica e o pessoal da minha Secretaria, teria sido impossível realizar o que conseguimos realizar.

A mesma coisa se diga dos Diretores de Departamentos. Reconheço que as gratificações por função, dentro do quadro de austeridade que seguimos e ao qual aludi anteriormente, não são, entre nós, tão atraentes a ponto de compensar a carga adicional de trabalho e as responsabilidades exigidas pelos cargos de direção. Por isso, o desempenho desses cargos se torna mais meritório e o meu agradecimento maior. Com maior razão, devo agradecer aos que participam nos múltiplos conselhos e comissões, de diversos níveis, incluindo as pessoas externas à nossa comunidade, que orientam as tarefas PUC, sem nenhuma retribuição econômica específica.

É claro que o trabalho de professores e funcionários, em geral, é a base de sustentação de todo o nosso labor. A todos, uma vez mais, muito obrigado!

E aos alunos, que, através da avaliação semestral dos professores, da representação nos conselhos ou  das suas associações, apresentam as suas críticas e sugestões também o nosso agradecimento e a certeza de que sempre estaremos abertos ao diálogo e à cooperação.

Finalmente, o meu agradecimento e o de toda a Universidade se volta para Deus, a quem prestamos homenagem pela sua Providência, tantas vezes manifestada na nossa vida. Que o Natal que estamos para celebrar seja uma oportunidade para entoarmos um canto de louvor à sua misericórdia e para olharmos o nosso futuro com confiança, no horizonte da paz que os anjos anunciaram na ocasião do nascimento do Salvador

Muito obrigado pela atenção. Feliz Natal! Feliz Ano Novo!

 

 

                                                                       Pe. Jesus Hortal Sánchez, S. J.

                                                                                  Reitor da PUC-Rio

 

 

 

 


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