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Relatório da Reitoria da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro 1997

16/12/2008

Relatório da Reitoria da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro 1997
Autor: Padre Jesus Hortal

 

 

 

 

 

Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 1997.

 

 

Do: Pe. Reitor

Para: Membros da Assembléia Universitária

 

 

 

Prezado Membro da Assembléia Universitária,

                                   Tenho a satisfação de colocar em suas mãos o Relatório da Reitoria relativo ao ano de 1997. Como é lógico, nele não pretendo ser exaustivo em relação a tudo o que foi feito, na Universidade, no último ano. Apenas destaco alguns pontos que me parecem mais significativos.

                                   Dada a impossibilidade de uma discussão durante a sessão da Assembléia, que, por sua própria natureza, é limitada, peço que, se assim o achar conveniente, me encaminhe por escrito os seus comentários e sugestões. A colaboração de todos é fundamental para o bom andamento da nossa Universidade.

                                   Obrigado pela sua colaboração,

 

 

                                                                                              Pe. Jesús Hortal Sánchez, SJ

                                                                                                                  Reitor

 

 


RELATÓRIO DA REITORIA 1997

 

Srs. Professores,

Srs. Membros do Conselho de Desenvolvimento,

Uma vez mais, apresento-me perante a Assembléia Universitária, de acordo com a obrigação que o Estatuto me impõe, para prestar informações acerca do andamento da nossa Universidade. Não se trata de traçar um quadro mais ou menos otimista, e sim de mostrar a nossa realidade com as nossas dificuldades e as nossas esperanças. É um dever que se fundamenta na solidariedade entre todos os membros da Comunidade universitária, sem a qual seria impossível prosseguir na nossa obra.

 

I. A procura da excelência acadêmica.

A nossa Universidade se tem caracterizado pela procura da excelência, tanto na graduação quanto na pós-graduação, ambas integradas no mesmo esforço e na atuação das mesmas pessoas. Continuamos e continuaremos pelo mesmo caminho. A nossa pós-graduação viu-se acrescida, neste ano, com mais um curso, o doutorado em História Social. Ao mesmo tempo, tivemos a grata satisfação de ver dois cursos novos qualificados pela CAPES com letra B: os mestrados em Metrologia e em Design. Encontra-se já em fase final para sua implantação o Doutorado em Direito. Ampliou-se grandemente a nossa oferta de cursos de pós-graduação lato sensu, inclusive em locais fora da Universidade. Estamos num processo de reorganização completa do Instituto de Odontologia da PUC (IOPUC). Surgido há várias décadas, não se adequava a nossos padrões de qualidade, além de apresentar sérios problemas de caráter administrativo. Por isso, vimo-nos obrigados a nomear uma administração provisória, que realizou meritória tarefa de restruturação. Desejo expressar aqui a minha gratidão aos que generosamente aceitaram essa tarefa ingrata, cujos frutos já começamos a colher. Estamos procedendo à reforma de uma construção já existente, a fim de dotar o IOPUC e a Escola Média de Pós-Graduação de novas instalações integradas no nosso meio.

Tivemos a satisfação de ver dois projetos da primeira convocatória e outros dois da segunda do PRONEX, sediados na PUC, aprovados pelo MCT. Vários de nossos professores participam também em projetos sediados em outras Universidades e Centros de Pesquisa. Assinamos com a PETROBRÁS um convênio para a implantação de um Centro de Excelência de Pesquisa de Petróleo em Águas Profundas e participamos no Instituto de Energia das Américas.

Ao mesmo tempo, continuamos as reformas curriculares e os esforços para melhorar a nossa graduação. Aos poucos, estamos implantando novas salas de aula, mais confortáveis e onde possam ser usados com facilidade os modernos meios audiovisuais. A nossa participação no REENGE tem despertado ecos favoráveis não só no país, mas também no exterior, onde foi apresentado pelo Decano do CTC. Seguindo tendências mundiais, implantamos a disciplina “Empreendedorismo”, que abre novas perspectivas para os alunos de graduação do CTC. O PIBIC, Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, continuou desenvolvendo-se, em número de bolsistas e na qualidade dos trabalhos apresentados. Por causa de vários problemas, que nos obrigaram a concentrar forças na sua resolução, não foi possível fazer progredir mais rapidamente o PAIUB, Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras. A base de dados já se encontra praticamente concluída, mas é preciso aprofundar as consequências que dela se derivam. Espero que em 1998 possamos proceder já a uma avaliação completa da atividades acadêmicas da Universidade.

O reconhecimento externo da nossa qualidade se reflete também na nossa participação, a pedido do MEC, em Comissões do Exame Nacional de Cursos e em Comissões de visita para o credenciamento ou recredenciamento de cursos. Fomos também convocados, como única Universidade do Sudeste, para colaborar na elaboração do exame de avaliação do Segundo Grau. São inúmeras as solicitações que recebo para, pessoalmente ou por meio de representantes, participar de Conselhos Diretivos ou de Administração de Centros Culturais anexos aos Consulados (como os de Israel, Itália e Japão) ou de organismos impulsores do desenvolvimento de nossa cidade, como a Rede Rio de Tecnologia, o Conselho Superior da FAPERJ, o Conselho Diretor do Plano Estratégico da Cidade do Rio de Janeiro, o Conselho de Administração da Agência de Desenvolvimento Urbano ou o Conselho do Programa de Design do Rio de Janeiro. Sem dúvida, a presença da PUC em tais conselhos é, para essas instituições, uma garantia de colaboração séria, de alto nivel.

Mas os resultados conseguidos não nos podem deixar completamente satisfeitos. Precisamos continuar no esforço por um ensino de qualidade. Não só porque nos encontramos perante uma concorrência forte e agressiva, mas principalmente porque essa é a nossa vocação: servir à comunidade no campo que nos é próprio. Temos, por isso, que trilhar novos caminhos, como os da educação à distância e da interdisciplinaridade.

É preciso também um esforço redobrado de divulgação da nossa realidade. No ano que passou foi reeditado o Catálogo da Graduação, seguindo os mesmos padrões de qualidade já empregados no Catálogo da Pós-Graduação. O Catálogo dos Cursos de Extensão também está sendo constantemente melhorado, de acordo com a expansão das nossas atividades nesse campo. A divulgação da imagem da Universidade é contínua, inclusive com a participação em feiras e eventos externos, como a Feira da Providência. Destaque especial merece, este ano, a celebração, por primeira vez, da Mostra PUC. Pensada originalmente como um modo de oferecer oportunidades aos alunos à procura de estágios profissionais, acabou tranformando-se num evento cultural de alto nível, com numerosos seminários, palestras e exposições, atividades essas abertas também ao público externo. Foi, por isso, um modo de atrair à Universidade a Comunidade em geral.

É também notável o espaço que nos é concedido na imprensa escrita, falada e televisiva. Os clippings colecionados pelo Projeto Comunicar mostram todas as semanas numerosos artigos, entrevistas e referências à PUC. Pessoalmente tenho sido procurado, especialmente pelas televisões, a respeito dos mais variados assuntos. Recente episódio, com injustos ataques ao bom nome da Universidade, a propósito de uma polêmica artificalmente alimentada pelo sensacionalismo, não invalida o bom conceito com que, em geral, ela é apresentada.

Instrumento simultaneamente de divulgação e de estímulo para a melhora da qualidade é a nossa participação em Associações e Congressos Nacionais e Internacionais. Reitor e Vice-Reitores desenvolveram uma atividade notável deste tipo. Também merece destacar-se a atuação da Coordenação Central de Intercâmbio Internacional. Foram assinados convênios com numerosas Universidades e Centros de Pesquisa. O intercâmbio de estudantes está em aumento e com novas perspectivas para os próximos anos.

 

II. Os quadros integrantes da Universidade

É claro que todos os esforços para conseguir a excelência seriam impossíveis se não contássemos com um corpo docente e administrativo da mais alta qualidade. Por isso, temos que nos esforçar também para conseguir, cada vez mais, condições dignas de trabalho e reconhecimento ao mérito de professores e funcionários. Foi nesse sentido que, após longos e minuciosos estudos, com a ajuda de consultoria externa, implantamos o plano de cargos e salários do corpo técnico-administrativo, tendente não apenas a melhorar os mecanismos de classificação por função, mas também e sobretudo ao treinamento e ao estímulo para a melhora do serviço a ser prestado. A satisfação dos funcionários que participaram dos treinamentos até agora realizados e os mecanismos de avaliação periódica já em andamento são demonstração palpável do acerto do caminho escolhido.

Em relação aos professores, cujo plano de carreira docente se encontra implantado há já mais anos, continuamos a sua aplicação sistemática. Quero, porém, destacar a recomposição do nosso quadro de professores titulares, que diminuíra fortemente como consequência da crise dos anos 92/93. Já nos encontramos num nível superior ao do tempo anterior à crise, mas com uma distribuição mais equilibrada da titularidade entre os diversos Centros e Departamentos. Ao mesmo tempo, introduzimos uma nova sistemática para a tomada de posse dos titulares: a aula magistral, proferida em sessão solene do Conselho Universitário, com entrada franca para o público. Essa prática amplia também os horizontes interdisciplinares da Universidade.

Perante a insatisfação que claramente se delineava, acabamos de negociar  novos planos de assistência médica, para professores e funcionários, com possibilidade de novas opções. Apesar dos nossos esforços, porém, não conseguimos ainda implantar melhoras no nosso plano de complementação de aposentadoria. Espero, porém, poder avançar neste campo, durante o ano que vem.

Não quero passar em silêncio a Associação de Antigos Alunos. Apesar da pouca tradiçao que existe no nosso meio para tal tipo de associações, a atual Diretoria está dando mostras de dinamismo e capacidade de atração. Ainda, porém, o número de sócios inscritos é muito baixo, considerando as dezenas de milhares que já passaram pelas aulas da PUC.

 

III. A melhoria das instalações físicas

No relatório do ano passado, já me foi possível apresentar resultados concretos da nossa política de investimentos na melhoria das instalações do campus. Todos têm visto o progresso feito no ano em curso. Concluímos e inauguramos o edifício do Instituto Gênesis, com suas modernas instalações para incubadoras de empresas. Aproveitamos essa oportunidade para assinar com a CEHAB um novo convênio que nos garante o uso do terreno por mais dez anos. Quero manifestar aqui a minha gratidão ao Governo do Estado, especialmente ao Secretário de Ciência e Tecnologia, pelo decidido apoio para a conclusão desse convênio.

Estamos bastante adiantados na construção de um anexo ao edifício Cardeal Leme, que servirá para abrigar novos laboratórios da Engenharia Civil e para uma moderada expansão dos outros Departamentos contíguos, ao mesmo tempo em que ficarão liberadas algumas salas de  aula, recuperadas no velho edifício.

Com a ajuda da Fundação Pe. Leonel Franca, estamos trabalhando intensamente na remodelação das edificações existentes no campus da Imaculada, situado no número 385 da nossa mesma Rua Marquês de São Vicente. Prevemos a conclusão das adaptações necessárias no próximo mês de março, quando se iniciará a transferência para essas instalações da Residência Pe. Leonel Franca, que abriga a comunidade jesuítica. O atual edifício do n0  293 da Marquês de São Vicente será então remodelado, a fim de acolher a sede da Fundação e numerosas outras repartições da Universidade.

Embora com forte atraso, por causa da empresa contratada, continuou a modernização dos elevadores, inclusive com a digitalização de seus comandos. Adquirimos também dois elevadores novos, que esperamos possam ser instalados neste verão, um no bloco D do Edifício Cardeal Leme e o outro na ala Frings do Edifício da Amizade, de modo a adequar a capacidade de carga às atuais necessidades. Para estes e outros trabalhos contamos com o apoio de uma Fundação européia, que merece a nossa gratidão, mas que prefere permanecer no anonimato.

Após longos e minuciosos estudos das nossas necessidades e das ofertas do mercado, começaremos brevemente a instalação de um novo sistema de telefonia. Para tanto, utilizamos consultoria externa especializada, não só para definir a nossa demanda potencial, mas também para avaliar as propostas que nos foram apresentadas. Esperamos que as novas instalações preencham, durante os próximos anos, as nossas necessidades de telefonia (incluindo correio de voz), transmissão de fax e conexão com a Internet.

Seguindo a tendência marcada pelas inovações no campo da informática, os dois mainframes, acadêmico e administrativo, estão sendo substituídos por equipamentos de menor porte e de maior capacidade de processamento. Também serão incorporadas às nossas instalações as máquinas que foram utilizadas no desenvolvimento do projeto da Biblioteca do Vaticano.

Nem se pode esquecer o fluxo de equipamentos adquiridos com recursos do PADCT ou fruto de convênios de pesquisa. De fato, o esforço de modernização de nossos laboratórios de pesquisa é contínuo, permitindo-nos trabalhos da mais alta qualidade.

Fizemos obras de contenção das margens do rio Rainha, necessárias para a segurança dos prédios vizinhos. Melhoramos substancialmente os estacionamentos, nivelando-os, colocando brita em todos eles e asfaltando caminhos. Começamos as obras de canalização do córrego que passa no fundo do nosso estacionamento, o que nos permitirá criar novas vagas para carros. Estamos também empenhados na reforma das nossas instalações elétricas, cuja capacidade de carga estava praticamente esgotada, como consequência da instalação de um crescente número de aparelhos de ar condicionado, de equipamentos de informática e de novos laboratórios. A fim de aliviar a situação, estamos concluindo a construção de uma subestação para a área do IAG.

Menção especial merece o trabalho de conservação e melhora da área verde, verdadeiro pulmão do nosso campus. Além dos trabalhos mais rotineiros de poda e remoção de árvores mortas, foram plantadas cerca de 200 mudas de espécies anteriormente não existentes, algumas das quais ameaçadas de extinção. Foram refeitos 12 canteiros dos jardins, com a introdução de 1.200 mudas de espécies arbustáceas cultivadas, incluindo também algumas raras e em extinção. Criou-se um espaço próprio para o nosso museu ao ar livre, incluindo as obras de Moriconi, Mattar e Lia do Rio, doadas à Universidade. Foram também refeitos e iluminados os jardins junto aos monumentos comemorativos dos PP. Anchieta e Franca. Foram colocadas 100 placas de alumínio escovado, com a identificação de espécies arbóreas. Também foi melhorada a estação botânica experimental, com a sua coleção de plantas raras e ameaçadas de extinção, com destaque especial para as orquídeas e bromélias. O local está aberto à visitação pública. Foram colocadas mais de oitenta lixeiras, ao mesmo tempo que se intensificava o trabalho de limpeza e recolhida de lixo. Estamos atualmente remodelando o parque das araras, a fim de transformá-lo num melhor espaço de convivência. Boa parte desses trabalhos foi possível graças ao apoio da Companhia de Petróleo Ipiranga. Desse modo, aos poucos, está surgindo um verdadeiro campus ecológico, admirado por todos os que o visitam.

Também com vistas a melhorar nossos espaços de convivência, foi instalada uma nova iluminação nos pilotis, tanto do Edifício da Amizade, quanto do Cardeal Leme. Está em curso a instalação de um sistema completo de sinalização do campus, de acordo com projeto elaborado pelo Departamento de Artes. Tal sistema facilitará sobretudo a circulação de visitantes.

Apesar de todo esse esforço realizado, ainda falta muita coisa para otimizar as nossas instalações. Durante o verão, esperamos reformar o atual auditório B6, na mesma linha das reformas já anteriormente feitas no B2 e B4, a fim de criar novos espaços de salas de aula, mais modernas e confortáveis. Continuamos empenhados em desenvolver o plano diretor do campus e os projetos de construção do novo IAG, ou melhor, CDG (Centro de Direção Gerencial), assim como do Departamento de Artes. Por causa da pouca disponibilidade de fundos, não conseguimos começar as obras de recuperação das fachadas do edifício Cardeal Leme e do RDC, que apresentam forte deterioração, nem iniciamos a transferência do ginásio, de acordo com as exigências que nos foram feitas pelo IPHAN. Temos em vista também a construção da igreja universitária, inexistente após mais de quarenta anos de instalação da PUC no campus da Gávea. Creio que este deve ser um ponto de honra, como marca externa de nossa identidade.

 

IV. Os problemas financeiros

No ano passado, dediquei boa parte do relatório a uma análise da nossa situação financeira e das perspectivas nesse campo. A situação, neste ano, é semelhante. Temos continuado o esforço para diminuir o nosso endividamento. Durante o exercício que está por findar, conseguimos cancelar uma boa parte dos compromissos pendentes correspondentes a férias vencidas do corpo docente. Chegamos também, finalmente, a um acordo com o BNDES, para o equacionamento da nossa dívida histórica com aquela entidade, compromentendo-nos a liquidá-la em oito anos. E continuamos pagando, no ritmo estabelecido, as dívidas ainda pendentes com a CEF, a Receita Federal e o INSS.

Infelizmente, também neste ano experimentamos dificuldades na liberação das verbas federais que nos tinham sido alocadas. O forte recorte sofrido na assignação orçamentária do MCT para a nossa pesquisa foi acompanhado também de atrasos constantes na liberação, de tal modo que ainda não sabemos qual será o montante total deste ano: certamente inferior ao que fora prometido. Também a CAPES se encontra fortemente atrasada na liberação do PROAP, que substituiu as antigas taxas acadêmicas. O CREDUC, no qual procuramos uma participação crescente, como meio de diminuir a pressão sobre o nosso programa de bolsas, sofre igualmente atrasos e retenções consideráveis.

Se não apresentamos o mesmo grau de inadimplência que outras Universidades não estatais do Rio de Janeiro, isso é devido, em parte, aos generosos auxílios concedidos a alunos carentes e em dificuldades financeiras.

Apesar desses problemas, conseguimos atravessar o ano de 1997 com certa tranquilidade, embora sem realizar tudo o que desejaríamos ter feito. Contudo, sobre o ano que vem, pairam fortes incertezas, das quais é preciso tomar consciência. As dificuldades do MCT certamente continuarão. O corte de bolsas da CAPES e do CNPq ameaça gravemente os programas de pós-graduação. As perspectivas do CREDUC não são nada satisfatórias, embora estejamos empenhados, junto com as outras Universidades Comunitárias, em tentar influenciar o Congresso Nacional, para que o Crédito Educativo tenha garantida a sua continuidade e expansão. Por outro lado, as recentes medidas econômicas, tomadas para a defesa do real, influirão negativamente na capacidade financeira da classe média, fato esse que certamente se refletirá na solicitação de bolsas e auxílios.

Sem dúvida, temos que indicar como positivo, neste campo, o esforço feito por muitos dos nossos professores, para a captação de recursos através de convênios e projetos. Mas, como já indiquei no ano passado, há um limite para essas atividades, se não queremos prejudicar a qualidade do nosso ensino e da nossa pesquisa. Projetos e convênios devem estar inseridos dentro de uma política verdadeiramente acadêmica e não guiados só por critérios financeiros.

Todos esses fatos indicam a necessidade de continuarmos aplicando uma política austera, na contratação de pessoal permanente e na decisão de realizar novos investimentos. Um critério básico continuará ser o de evitar o endividamento da Universidade junto a instituições bancárias.

 

V. Atividades pastorais

No ano passado, chamei a atenção para a ação desenvolvida pela Pastoral, a fim de reafirmar a nossa identidade como Universidade Católica e Pontifícia. Também este ano continuamos na mesma linha. Tivemos uma participação ativa e marcante na preparação do III Congresso Católico Universitário do Rio de Janeiro, celebrado na Universidade Santa Úrsula. Tivemos também uma forte participação na preparação do II Encontro Mundial do Papa com as Famílias, sendo responsáveis por todo o setor de informatização, inclusive com o desenvolvimento de uma home page. A FEVUC (Feira de Valores Cristãos da PUC) esteve dedicada este ano à preparação desses eventos. Os nossos professores, sobretudo os do Departamento de Teologia, colaboraram ativamente no Congresso Teológico do Rio Centro. Durante os dias desse Congresso, instalamos no ginásio um telão, com projeção, em transmissão direta, das palestras lá proferidas. Também podemos destacar a produção de um CD-Rom da Tradução Ecumênica da Bíblia (TEB), com amplos recursos multimeios.

As atividades pastorais continuaran em expansão, com numerosas inciativas. Dentre elas quero destacar a preparação para o sacramento da Confirmação de um bom grupo de estudantes. Inclusive temos a assinalar a celebração da batismo de uma jovem acadêmica.

Não posso deixar de mencionar especificamente o nosso Centro Loyola de Fé e Cultura, já plenamente firmado. A sua atividade é polifacética: dos cursos de teologia ou arte sacra, aos diálogos interconfessionais, passando pelo estudo da arte ou da música sacras, o cinefórum ou o diálogo entre fé e ciência, sem esquecer a dimensão social e política do cristão. Devemos relembrar que o Centro Loyola, embora situado fora do campus da PUC, mas não longe dele, forma parte da Universidade.

 

VI. Atividades comunitárias

Também as atividades comunitárias se desenvolveram num forte ritmo durante o ano que passou. Resulta impressionante o número de eventos dessa natureza que acontecem na PUC, em boa parte por iniciativa dos próprios estudantes, mas também graças ao trabalho da Coordenação de Eventos Culturais da Vice-Reitoria Comunitária, e do Solar Grand-Jean de Montigny: exposições, representações teatrais, apresentações musicais e de dança, debates em torno de vídeos, palestras de personagens públicos, sem esquecer os já citados Mostra PUC e Feira da Providência. Seria impossível, no estreito limite deste relatório, enumerar todas essas atividades, incluindo as de caráter festivo e de confraternização, que ultimamente se tornaram tão frequentes na PUC. Todas elas contribuem para estreitar os laços de fraternidade e solidariedade entre os membros da Comunidade Universtária.

Finalizando, quero manifestar, mais uma vez, publicamente a minha gratidão a quantos, dentro e fora da comunidade universitária, nos deram o apoio necessário para o desenvolvimento de nossas atividades. São muitos e seria muito difícil enumerar todos eles. Continuemos a caminhar juntos, realizando essa bela tarefa de levar adiante a PUC. Mas não quero terminar esta já longa exposição sem agradecer sinceramente a Deus Nosso Senhor, que nos acompanhou ao longo de 1997 e que repetidamente tem manifestado a sua amorosa providência sobre a PUC. O Coração de Cristo, sob cujo patrocínio se encontra a Nossa Universidade, é para nós a garantia de que não nos faltarão o auxílio divino e a força necessária para perseverar na tarefa. Do fundo do meu coração, brota uma oração de louvor ao Senhor. Convido, por isso, a todos para que, no seu interior, voltados para Deus, se unam à minha prece, exclamando: muito obrigado!

 

 

                                                                                  Pe. Jesús Hortal Sánchez, SJ

                                                                                                          Reitor

 

 


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