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19/04/2017

Tipo de Clipping: WEB

Data: 19/04/2017

Veículo: GCN


O professor de Ciência Política da PUC-RJ, Luiz Verneck Vianna, tem ponto de vista preocupante sobre a repercussão de delações premiadas de executivos e ex-executivos da Odebrecht: toma todo o tempo da imprensa e do Judiciário, mas não das casas dos brasileiros.

Diz que “é visível o silêncio das ruas”. Refere-se à apatia dos brasileiros e à nossa incapacidade de esboçar reação a políticos profissionais e empresários gananciosos que celebram a má fé e exaltam a desonestidade como código de conduta. Semana passada, um ex-diretor da Odebrecht afirmou que a empresa, mesmo investigada em suas entranhas, continua sendo procurada por agentes públicos e políticos como fonte de recursos escusos.

A Lava Jato, não tem, na prática, apoio de manifestações populares recorrentes como as que, em outros tempos, proporcionaram mudanças significativas na vida do País. Paulo Silvino Ribeiro, sociólogo que analisa mobilizações públicas, afirma que sem “permanência, intensidade e articulação” não se produzem modificações no status quo.

Tornamo-nos preguiçosos e esquecidos de que só exemplo convence mais. Para mudar, teríamos que sair da zona de conforto, ir à feira, reunir os amigos, discutir o que nos apena e convencer muitos a praticarem, por crença, escala geométrica de convencimento para produzir manifestações audíveis, sem violência, sem acolher baderneiros, panelas e frigideiras disponíveis para fazer barulho ensurdecedor. Não podemos continuar só observando, e observando cada vez de mais longe!

Para convencer-se a agir basta observar o gestual de delatores que, a cada segundo, a mídia nos mostra. Não dói na alma vê-los, com ironia e escárnio, contar o que aprontaram com dinheiro público surrupiado da saúde, da educação, da habitação, da segurança pública de brasileiros como eu e você? Deveria bastar, mas não. 

Os conceitos de movimentos eficientes e eficazes, descritos pelo sociólogo Silvino Ribeiro — “permanência, intensidade e articulação” —, explicam a razão de nossa conhecida apatia: o brasileiro se cansa rápido, é intenso só quando discute futebol, sexo e cerveja e não aceita agregar-se a nada que considere “não interessar”. Pena.

Luiz Neto

Jornalista, mestre cerimonialista, editor, tutor e mentor de fala e gesto - luizneto@luiznetocomunicacao.com.br

O professor de Ciência Política da PUC-RJ, Luiz Verneck Vianna, tem ponto de vista preocupante sobre a repercussão de delações premiadas de executivos e ex-executivos da Odebrecht: toma todo o tempo da imprensa e do Judiciário, mas não das casas dos brasileiros.


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