Assessoria de Imprensa Expediente Fale Conosco Comunicar PUC-Rio
 
Busca avançada
Facebook Twitter
Releases Clipping Pesquisadores  
'Nobeis' se reúnem em SP para homenagear brasileira

25/07/2014

Tipo de Clipping: WEB
Data: 25/07/2014
Veículo: Valor Econômico

Como otimizar oferta e demanda no mercado de trabalho ou a seleção de candidatos a vagas em universidades? Questões práticas que afligem o dia a dia de qualquer um são o foco de uma área de estudo complexa, a teoria dos jogos, que analisa as regras pelas quais interagimos.


"Nós estamos muito interessados em como ajudar as pessoas a conseguir empregos, pois isso é muito importante hoje. Emprego é uma grande parte da economia. Estamos pensando em como tornar esse mercado eficiente", disse Alvin Roth, ganhador do Nobel de Economia em 2012, em conversa exclusiva com o Valor.


Não é sempre que quatro laureados com o prêmio Nobel encontram-se em solo brasileiro. Pois Roth, Nash (que levou o prêmio em 1994), Robert Aumann (2005) e Eric Maskin (2007) se reúnem em São Paulo para os 70 anos de Marilda Sotomayor, expoente importante da teoria dos jogos aqui no Brasil. A homenagem se dará em formato de seminário de cinco dias sobre a teoria dos jogos e suas aplicações econômicas na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), da USP.


Marilda, matemática com mestrado pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), em 1972, e doutorado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e Impa, escreveu no início dos anos 1990 o livro "Two-sided Matching" em co-autoria com Roth - uma compilação de toda a teoria de 'matching' existente.


A busca por soluções eficientes no mercado de trabalho - que ganha uma projeção adicional em tempos de crise - é uma das linhas de pesquisa de teoria dos jogos, em que Roth destaca-se.


Aplicar a teoria ao mercado de trabalho é coordenar empregador e empregado, criando mecanismos de sinalização que permitam às empresas encontrar os candidatos que estão realmente muito interessados em uma vaga.


Roth aponta que hoje, com o apoio de artifícios como a internet, é fácil para qualquer pessoa se candidatar a um grande número de vagas. "A questão é quem você deveria entrevistar" diz Roth. Segundo ele, a teoria dos jogos tem sido usada por algumas empresas e universidades para identificar sinais que permitam diferenciar quem realmente quer um emprego, ou uma vaga, de quem não quer.


Ao longo de sua carreira acadêmica, Roth também se debruçou sobre processos de seleção para universidades, mas afirmou não ser familiarizado com o modelo brasileiro. Ele citou os sistemas chinês e coreano, próximos ao nosso, principalmente no que se refere à realização de uma prova. Ele apontou as dificuldades enfrentadas pelos estudantes coreanos, pois cada universidade tem o seu próprio exame e várias provas são realizadas no mesmo dia. "Isso é claramente algo terrível, isso é um mercado congestionado, não é um bom sistema", afirma, ressaltando as contribuições que a teoria pode dar nessa linha.


Sobre o que a teoria ainda não conseguiu ajudar a resolver, Roth aponta o conflito entre Israel e a Palestina. Ele pede às repórteres que procurem Aumann, professor da Universidade de Jerusalém, estudioso do assunto e também expoente da teoria dos jogos.


Roth adianta que a solução estaria ligada à realização de jogos repetidos. A ideia subjacente é que, no caso de um conflito único, haveria um incentivo a transgredir um acordo de paz. Quem se armasse e tomasse a iniciativa, teria grande chance de ganho. Mas, ao saber que poderá haver novas rodadas, os oponentes teriam estímulo a cooperar. O caso do conflito entre judeus e palestinos não seria exatamente o de repetição? "Certamente", diz Roth ao abandonar o sorriso habitual e complementar em um tom mais baixo: "Então é possível que nem todos queiram a paz".


A última vez que quatro prêmios Nobel estiveram em São Paulo para debater a teoria dos jogos foi em 2010, no 60º aniversário do chamado "equilíbrio de Nash", situação em que nenhum dos jogadores tem a ganhar mudando sua estratégia unilateralmente. Nash se tornou famoso devido ao filme "Uma Mente Brilhante", vencedor do Oscar em 2001, que retrata parte de sua carreira acadêmica e da luta contra a esquizofrenia.


Recentes

Autonomia do Banco Central
Valor
26/09/2014

Intervenções cambiais do BC: o que fazer?
Valor
22/08/2014

A falta de interessados no leilão de concessão da BR 262
Valor
17/09/2013

O Samba dos juros
Valor
10/05/2013

Os confitos de competência ambiental
Valor
02/03/2012

Um Negócio da China
Valor
28/12/2011

Computando os efeitos competitivos de fusões
Valor
26/08/2011

Os talentos da hora
Valor
12/08/2011

Mundo em transição fortalece os Brics
Valor
09/08/2011

Mais



HOME

Releases

Clipping

Pesquisadores


Fatos e Números

Balanço Anual

Assembléia Universitária


Estágio


Expediente

Fale Conosco