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PUC Rio e Microsoft fecham parceria para desenvolvimento de framework de código aberto

15/04/2015

Tipo de Clipping: WEB

Data: 15/04/2015

Veículo: Portal Fator Brasil


A solução roda sobre a plataforma de nuvem da Microsoft, o Azure; A aliança com o Departamento de Informática do Centro Técnico Científico da Universidade faz parte de uma prática global adotada pela companhia. 

São Paulo—Um Projeto de Pesquisa da PUC Rio sobre a Internet das Coisas Móveis (IoMT) coloca em prática um modelo de operação que está transformando o setor de tecnologia. Duas equipes de pesquisa do Departamento de Informática do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), liderada pelos professores Markus Endler e Daniel Schwabe, trabalham na criação de um framework, desenvolvido em um sistema de código aberto, mas que é processado em larga escala sobre a plataforma de nuvem da Microsoft, o Azure. 

O Professor Endler desenvolveu o middleware SDDL (Scalable Data Distribution Layer) e um componente de software chamado Mobile-Hub. Um middleware é uma camada de software disponível para várias plataformas de dispositivos, e que fornece serviços mais genéricos para as aplicações específicas, sendo responsável pela mediação na comunicação entre diferentes equipamentos, sejam eles móveis ou fixos. 

O SDDL e o Mobile-Hub permitem o monitoramento (rastreamento) em tempo real e em larga escala de sensores e dispositivos com tecnologia wireless Bluetooth através de dispositivos móveis com conexão à Internet móvel. Endler explica que, com a parceria, dados de uma série de dispositivos simples – como sensores de presença, de ambiente, wearables, dispositivos para saúde e até veículos – possam ser coletados, processados, analisados e visualizados remotamente através do acesso à nuvem. “É exatamente neste ponto que o projeto é inovador, pois podemos criar condições para que um grande volume de dados provenientes de ‘coisas inteligentes’ (Smart things) e coletados através de smartphones comuns, possam ser processados de forma escalável no Azure”. 

Um dos testes da aplicação deste código em um modelo prático foi o acompanhamento de passageiros na utilização do serviço de transporte público em São Paulo. Com base nos dados enviados pelo dispositivo móvel desse passageiro, é possível acompanhar com precisão e agilidade o momento exato do embarque, trajetória e velocidade do veículo, por exemplo. Essa constatação foi feita a partir da instalação de uma câmera que registrou o momento do embarque do usuário no ônibus e a transmissão dos dados referentes ao seu registro de entrada, totalmente sincronizados. 

A equipe do Professor Daniel Schwabe, por sua vez, criou o MIRA, um framework de software que simplifica o processo de desenvolvimento de interfaces ricas para aplicações Web. “Aplicações web precisam rodar em diversas circunstâncias diferentes, que levam em conta dispositivo em uso, perfil de usuário, velocidade e capacidade da rede, e o nosso esforço foi direcionado aos projetistas que têm que lidar com isso. Ao organizarmos este processo e permitirmos especificar as condições de adaptação da interface, tornamos o processo muito mais rápido e barato”, explica. 

O MIRA chega para preencher uma lacuna, como explica o professor. Ele ressalta que estudos apontam que, pelo menos, 50% do esforço gasto com o desenvolvimento e manutenção de programas de software é relativo às interfaces, cujo trabalho ainda é muito manual, quase artesanal. “O MIRA permite um processo mais industrial para o desenvolvimento de interfaces, e, mesmo não resolvendo todos os fatores que encarecem o desenvolvimento de aplicações web, ele ajuda a resolver muitos deles”, detalha. 

O apoio da Microsoft ao projeto começou no ano passado, quando assumiu o patrocínio de três bolsas de pesquisa (uma de doutorado e duas de mestrado) para equipe do projeto. O investimento faz parte de uma iniciativa da companhia para projetos inovadores que utilizam as tecnologias em nuvem como plataforma de processamento. A contribuição ao projeto compreende também o fornecimento totalmente gratuito de licenças – tanto de software quanto cotas de utilização do Azure – para uso como ferramentas de desenvolvimento. 

Além do aporte financeiro, outro grande diferencial da parceria é o acesso da equipe de pesquisa ao ATL Brasil, laboratório de tecnologia avançada. Inaugurado em 2012, o laboratório foi criado com o objetivo de estimular a pesquisa e a criação de ferramentas, aplicações e tecnologias que ofereçam benefícios a toda sociedade. Para isso, reúne a capacidade local de inovação tecnológica e engenharia avançada com a expertise em pesquisa aplicada da Microsoft para expandir a produção de conhecimento de origem brasileira.

O gerente de Estratégias de Plataforma da Microsoft Brasil, Alessandro Jannuzzi, explica que parcerias com desenvolvedores de aplicações em código aberto, como esta, fazem parte de um modelo de atuação global da companhia. No mundo todo, essa contribuição passa de 30 mil linhas códigos e 10 mil horas de trabalho de engenheiros dedicados no apoio a projetos de open source. 

“A Microsoft tem o portfólio mais completo e as melhores práticas de integração a qualquer tipo de plataforma. Parcerias como esta mostram todo o potencial que podemos dar a um projeto quando trabalhamos de forma sinérgica”, destaca. Jannuzzi reforça ainda que o compromisso é inteiramente com a inovação, sem qualquer lastro comercial com o produto final. “Uma das cláusulas que assinamos junto com o desenvolvedor é que todo projeto financiado deverá ser inteiramente em código aberto, sem caracterização de propriedade tanto da Microsoft quanto dele”, conclui.


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